No mundo da facilitação, as perguntas são uma ferramenta fundamental para abrir espaços de reflexão, aprendizagem e descoberta. E nem todas as perguntas são iguais. Existem, pelo menos, dois grandes tipos de perguntas que utilizamos em contextos como workshops, cursos ou sessões com LEGO® SERIOUS PLAY®:
1. Perguntas para iniciar e provocar a reflexão
Estas perguntas atuam como detonadores. São formuladas antes da construção e o seu propósito é ajudar os participantes a ligarem-se à sua experiência pessoal ou a imaginarem um cenário específico. São fundamentais para “abrir a mente” e preparar o terreno para uma reflexão significativa.
Estas perguntas devem ter dois componentes essenciais:
• Contexto: Situar o participante num tempo e espaço concretos. Tal como um detetive reconstrói a cena de um crime, aqui procuramos que a pessoa mergulhe numa situação real ou possível, onde o tema a explorar ganha vida.
• Perguntas específicas: Podem ser diretas ou de escolha múltipla. O seu objetivo é focar a reflexão no tema do workshop, de forma clara, abrangente e sistémica.
No âmbito de LEGO® SERIOUS PLAY®, estas perguntas orientam a construção do modelo, que depois se converte numa metáfora visual e tangível do pensamento do participante.
2. Perguntas de exploração profunda
Uma vez que o participante partilha o seu modelo (ou o seu produto/reflexão), entram em jogo as perguntas que nascem da escuta, da observação e da intuição do facilitador.
Aqui o desafio é extrair todo o potencial do que foi construído. Acompanhar o outro num processo de indagação profunda, onde possa descobrir aquilo que não sabia que sabia.
Estas perguntas não estão escritas de antemão: emergem do momento, daquilo que vemos no modelo e do que ouvimos na narrativa. Surgem da experiência acumulada, do instinto facilitador que reconhece padrões, silêncios, metáforas e ligações que ainda não foram nomeadas.
💡 O poder da inteligência coletiva
Com LEGO® SERIOUS PLAY®, tudo isto é potenciado graças à reunião 100 x 100: uma dinâmica em que todos ouvem todos. Não aprendemos apenas com a nossa própria experiência, mas também com a dos outros. Partilhar uma história, organizá-la, dar-lhe forma através de uma construção e narrá-la perante outros, permite-nos compreendê-la melhor a nós mesmos, e permitir que os outros também o façam.
Cada história, cada modelo, cada ponto de vista, acrescenta camadas de sentido. O jogo transforma-se em conhecimento, e o conhecimento em ação.
E quanto a si, que tipo de perguntas utiliza quando facilita?
Desenha perguntas com contexto?
Recorre à intuição para explorar para além do que é dito?
Que resultados obteve ao usar perguntas poderosas nos seus workshops, cursos ou apresentações?